sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Dica para este final de semana...




Dance, dance....




Conselho


Feira de Mangaió






Fumo de rolo arreio e cangalha
Eu tenho pra vender, quem quer comprar

Bolo de milho broa e cocada

Eu tenho pra vender, quem quer comprar

Pé de moleque, alecrim, canela

Moleque sai daqui me deixa trabalhar

E Zé saiu correndo pra feira de pássaros

E foi passo-voando pra todo lugar

Tinha uma vendinha no canto da rua

Onde o mangaieiro ia se animar

Tomar uma bicada com lambu assado

E olhar pra Maria do Joá

Cabresto de cavalo e rabichola

Eu tenho pra vender, quem quer comprar

Farinha rapadura e graviola

Eu tenho pra vender, quem quer comprar

Pavio de cadeeiro panela de barro

Menino vou me embora

Tenho que voltar

Xaxar o meu roçado

Que nem boi de carro

Alpargata de arrasto não quer me levar

Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua

Fazendo floreio pra gente dançar

Tem Zefa de purcina fazendo renda

E o ronco do fole sem parar

Eiii forró da mulestia..
Eitaa Sanfoneiro da gota serena..

Composição: Glorinha Gadelha / Sivuca
P. S. otimo pra dançar...e de preferencia na interpretaçao de Clara Nunes

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Relojoeiros




“Os relojoeiros, ao fazer seus relógios, pensavam apenas nos relógios: queriam fazer relógios perfeitos, bonitos, obras de arte. Relojoeiros pensam em relógios. Mas os homens da ciência começaram a ter pensamentos diferentes dos pensamentos dos relojoeiros ao olhar para os relógios. Os pensamentos deles começaram a dar grande pulos, pulos enormes; pularam dos relógios para o universo. Perceberam que os relógios e o universo se pareciam. Eram máquinas análogas. O relógio era um universo pequeno. O universo era um relógio grande. E foi assim que o relógio, de objeto criado para medir horas, passou a ser, de repente, modelo do universo. Assim, para compreender o universo bastava compreender os relógios”.


(Rubem Alves)